segunda-feira, 12 de abril de 2010

As cores do Sol

Amiga, vamos pintar as unhas?
Não, hoje eu to com vontade de sair com os cabelos sujos, e com as roupas folgadas e confortáveis de minha mãe, quero andar pelo meio fio, brincando de me equilibrar como se fosse perigoso, quero sentar na calçada e brincar com um cachorro sem dono, caminhar sob o sol até que seu brilho me faça enrugar a testa, só então quero subir em uma árvore, procurando ninhos de passarinhos, descer as pressas, pular no chão, ir ao parquinho, e com os pés descalços chutar a areia, descer pelo escorregador, e sair correndo, sentar no balanço e ver como posso ir alto, ver o céu ficar cada vez mais perto, e cada vez mais longe, pular, correr, deitar na grama. Não quero conversar com ninguém, não quero me importar com os outros que me olham, quero ser criança, sem problemas, sem preocupações, e quero pensar que depois de tudo isso, vou para casa tomar banho e almoçar, com vontade de muitas outras aventuras. Pelo menos por um momento, eu vou sonhar.

" Porque o que perturba um adulto, jamais perturbará uma criança"
Peter Pan

domingo, 11 de abril de 2010

Ei, quem roubou o controle da minha vida

Derrepente notei, que o ser humano vive a procura da segurança, mas não vive sem a instabilidade.
Minha vida estava um mar de rosas, estabilizada, tinha um amor correspondido, uma faculdade perfeita, e sem mais nem menos, tudo virou de ponta cabeça, eu bem que tentei segurar as rédeas dessa aventura, mas ela foi traiçoeira e mais forte que eu.
Eu mesma sem ter muita noção do que fazia, fiz do meu mar de rosas um mar de espinhos e pétalas dilaceradas.
Eu reclamava de tédio, e nem lembrava como certas aventuras pesavam, na conciência, e me joguei de cabeça, na única coisa que eu não deveria me jogar, mantive segredo em quanto pude, nem minha melhor amiga sabia do que eu aprontava, mas de repente, tudo saiu de controle, e muita gente ficou sabendo, e eu que havia escolhido uma trilha sonora trágica e deprimente para os meus dias, me vi sem nenhuma trilha sonora, ah, e como as trilhas sonoras fazem a vida parecer mais simples, romântica, direcionavel, basta mudar a melodia, para mudar o humor, e de cachorrinho inconsolavel você passa de gata avassaladora

Porém agora, é tarde de mais para qualquer correção, e já fiz tudo que não podia ter feito, não tem mais volta, agora sim, é imperdoável, talvez eu mereça conviver o resto de minha vida com esse peso em minhas costas, talvez um dia minha coluna peça arreigo e eu conte o que aprontei, talvez não aguente por muito tempo, enlouqueça, e bote tudo pra fora, resolva ficar sozinha.
O que sei, é que enquanto não encontrar o caminho entre a aventura e a estabilidade, ficarei volátil, a mercê do vento e das águas que sempre movem meus caminhos.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Olhos

Seus olhos castanhos, refletiam a verdade do mundo, neles e somente neles eu pudia intender o meu interior.
Seus olhos eram tão compreensivos que faziam com q tudo parecesse mais simples em seu reflexo, os meus desejos, anseios, angustias, alegrias, tudo se misturava em uma tela d cores, e mesmo nessa confusão de sentimentos castanhos, eu me encontrava e sabia que sem esses olhos um obscuro vazio tomaria conta de meus olhos!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O deprimente mercado da inspiração

Um dia conheci um cara, ele tinha por volta de seus 50 e poucos anos, lecionava literatura, tinha um ar de sabedoria unido a um jeito descontraído, um homem admiravel.
Apesar de não ser do meu feitil me aproximar de professores me aproximei dele, pois ele parecia transbordar sabedoria, e tinha o dom de tornar tudo mais interessante e facil, não só a sua matéria, mas também dificuldades por que todos passam e em apices de nosso egoismo humano juramos ser só nós.
Eu sempre gostei de ler, de escrever, de viajar nos meus pensamentos que sempre bailavam livremente pela minha mente indiferentes a qualquer regra ou sugestão. E talvez por isso tenha o axado tão interessante.
Em uma das muitas conversas que tive com ele, conversamos sobre a inspiração, coisa que sempre nos importou de mais, já que para alguem que gosta de ler e escrever como eu, e para alguem que ensina sobre pessoas que escreviam, a inspiração é quase sempre o foco de qualquer assunto e de qualquer importancia.
Ele falou sobre muitos autores, e que eles se inspiravam de muitas formas, mas a maioria sofria, sofria para se inspirar, sofria para poder escrever, sofria e sofria e gostava de sofrer, procuravam amores platônicos, perdas, buscas impossiveis.
Quando estou muito feliz até tenho vontade de escrever, mas a inspiração não vem, meus ultimos meses foram de intensa alegria já meus textos, uma lastima, talvez as pessoas, lê-se eu e mais quem se encaixar nessa definição, escrevam para aliviar as dores, para liberar a raiva, para amenizar um ou outro sentimento que não quer ir embora, e ao escrever ele parece mais simples, ou menos doloroso, ou seja lá como cada um se sente em relação aos seus próprios sentimentos.
As músicas mais lindas são tristes, e profundas, tocam os sentimentos de uma forma tão verdadeira, que só um gênio aborrecido poderia conceguir.

incompreesívelmente desneurada

Ela estava sentada no chão da varanda, sem a menor idéia do que estava fazendo ali, e tão pouco do que faria depois de sair dali, mas não era em nada disso que ela pensava, não pensava em nada com algum futuro, pensava sobre dormir acordada, e tinha certeza que isso não passava de um sonho, daqueles que você sabe que esta sonhando, mas num sabe como acordar ou manipular.
É absurdo, mas quem pode lhe garantir que nesse exato momento você esta acordado, afinal, quem nunca acordou perdido, ou sonhou com algo que realmente existia, ou sonhou que estava acordando, quem nunca ouviu um chamado ou o telefone tocando e este entrou no sonho, apenas para preserva-lo, ou sonhou com uma comida que ao acordar estava na geladeira, ou com algo que aconteceu depois, como é afinal este mundo tão sem lei, que pode até t confundir sem nem mesmo você estar nele.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Apenas faça

Escrever, é uma necessidade, mas uma necessidade com vida, com vontade própria, com idéias, e com personalidade.
Escrever é vontade que vem do nada, e que vai embora sem deixar pistas de para onde foi, tem estilo, tem coragem, e não espera o inspirado querer escrever para lhe dar inspiração, simplesmente vem e pronto, sem se preocupar com hora, com momento, com oportunidades.
Escrever é eternamente ousado, não importa a época, diz o que deve e o que não deve, não esta preocupado com nada, simplesmente existe e fim.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Leões de fogo

-- Você roubou minha imaginação-disse ele com frustração, não podia entender como aquilo havia acontecido sem que ele pudesse perceber ou evitar.
-- Não, eu não roubei, eu apenas lhe persuadi para que se esquecesse de quem realmente é.
-- Roubou sim, me julgou, me excluiu de suas regras do que acha certo ou errado, riu de mim quando eu precisava de apoio, fez com que eu me importasse mais em ser igual do que em ser apenas o que eu sempre fui, roubou minha inspiração, me disse que eu não vivia nesse mundo, que eu era louco, idiota, infantil, enquanto eu apenas sonhava de mais, você roubou meus sonhos, minhas particularidades, minha personalidade, minha espontaniedade e principalmente, roubou o pouco que restou da minha infância, minha alegria...
-- Não seja imbecil, não se faça de burro, eu não roubei nada, enquanto eu expressava a minha opnião, você se modificou para me agradar, você abriu mão do que era para ser como eu queria que fosse, nunca lhe pedi nada, nunca lhe roubei nada, apenas lhe critiquei, e você entregou tudo isso em minhas mãos, foi muito facil, mas não foi o que eu queria...
-- E o que queria intão?Minha alma?Pois foi a unica coisa que eu não lhe dei, e por que você não pediu, podia lhe dar tudo, e o que você me deu em troca de tudo que lhe ofereci? Nada, apenas me tirou tudo que podia lhe oferecer
-- Realmente não foi minha intenção - triste e acuado, finalmente ele abriu a guarda e se entregou - esse era apenas o meu jeito, te julguei, te magoei, e nem me importei, mas também não percebi, fiz apenas o que necessito...
-- E o que você fez? Com tudo que roubou de mim, tudo que lhe ofereci?
-- Tudo que concegui de você serviu para construi o que me tornei hoje, e eu sinto muito ter roubado a sua essência, mas precisava me alimentar dela, você tera forças para reconstruí-la, não da mesma forma, mas será aperfeiçoado, para mim só resta roubar e me alimentar, para não ser vazio.