quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O deprimente mercado da inspiração

Um dia conheci um cara, ele tinha por volta de seus 50 e poucos anos, lecionava literatura, tinha um ar de sabedoria unido a um jeito descontraído, um homem admiravel.
Apesar de não ser do meu feitil me aproximar de professores me aproximei dele, pois ele parecia transbordar sabedoria, e tinha o dom de tornar tudo mais interessante e facil, não só a sua matéria, mas também dificuldades por que todos passam e em apices de nosso egoismo humano juramos ser só nós.
Eu sempre gostei de ler, de escrever, de viajar nos meus pensamentos que sempre bailavam livremente pela minha mente indiferentes a qualquer regra ou sugestão. E talvez por isso tenha o axado tão interessante.
Em uma das muitas conversas que tive com ele, conversamos sobre a inspiração, coisa que sempre nos importou de mais, já que para alguem que gosta de ler e escrever como eu, e para alguem que ensina sobre pessoas que escreviam, a inspiração é quase sempre o foco de qualquer assunto e de qualquer importancia.
Ele falou sobre muitos autores, e que eles se inspiravam de muitas formas, mas a maioria sofria, sofria para se inspirar, sofria para poder escrever, sofria e sofria e gostava de sofrer, procuravam amores platônicos, perdas, buscas impossiveis.
Quando estou muito feliz até tenho vontade de escrever, mas a inspiração não vem, meus ultimos meses foram de intensa alegria já meus textos, uma lastima, talvez as pessoas, lê-se eu e mais quem se encaixar nessa definição, escrevam para aliviar as dores, para liberar a raiva, para amenizar um ou outro sentimento que não quer ir embora, e ao escrever ele parece mais simples, ou menos doloroso, ou seja lá como cada um se sente em relação aos seus próprios sentimentos.
As músicas mais lindas são tristes, e profundas, tocam os sentimentos de uma forma tão verdadeira, que só um gênio aborrecido poderia conceguir.

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